Qual a diferença entre Vocação e Profissão?

Profissão é a ocupação, atividade que requer conhecimentos específicos; ofício.

Vocação é a predestinação, inclinação, tendência, talento.

E dom?!

Ter dom é ter talento, dote natural, aptidão, capacidade, habilidade especial para.

Será que nossos calouros acadêmicos sabem ou sabiam dessas diferenças quando se inscreveram no vestibular?

Certamente, muitos não.

Ainda é crescente o número de alunos universitários que iniciam a vida acadêmica para perpetuar o status familiar e livrar-se das cobranças.



Alunos que desconhecem as reais competências para a profissão escolhida ou que não tiveram orientação vocacional. Poucos durante o curso, que às vezes é escolhido aleatoriamente, se apaixonam pelas suas missões ou tarefas, poucos se motivam para realizar o seu verdadeiro potencial e concentram-se na combinação de seus talentos, habilidades e temperamento.

Vivemos num tempo de diversas informações e inovações biotecnológicas que morrem de véspera como resposta à inquietação humana em buscar o novo e desafiar o desconhecido. Nunca tivemos acesso a tanta informação, nunca tivemos tão pouca certeza sobre o nosso próprio ser. Esse será o paradoxo do nosso futuro?

A verdade é que a velha pergunta: o que você vai ser quando crescer?’ nunca foi tão difícil de ser respondida como nos tempos atuais. O mercado de trabalho está mudando à velocidade de vários gigahertz.

Vivemos em tempos modernos, bem diferente dos tempos modernos de Charles Chaplin, onde os funcionários saíam do trabalho repetindo os movimentos das máquinas. Nosso ‘tempo moderno’ nos obriga a reinventar máquinas e tecnologias de ponta que nos permitem romper fronteiras num clic de mouse!

Profissões antes inimagináveis não param de surgir: na tela do designer de games, no telão do VJ, no escritório do advogado eletrônico, na empresa do economista ambiental, onde quer que apareça uma nova necessidade.Os profissionais do futuro precisarão possuir uma visão abrangente das diversidades e principalmente gostar do que faz. 

Com tanta perturbação nessa criação de novos empregos e confusão na identidade de cada um deles, acabamos por nos enganar com emprego e trabalho, o que satisfaz as necessidades financeiras e físicas e o que satisfaz as necessidades emocionais, psicológicas e espirituais.

Quem não se encanta com as possibilidades de fortuna de um advogado juiz concursado com a possibilidade se ser médico e ganhar pela cirurgia de apenas um paciente R$ 2.000,00?

Certamente muitos, mas resta saber se todos estão realizados com a sua escolha profissional. Você já ouvia a história do aluno que fez até o 5º ano de medicina e abandonou para fazer publicidade? Ela pode estar ao seu lado, vestida de outras profissões e você não sabe!

O mercado de trabalho é exigente, demanda estudo, aprendizado, atitude, identificação e amor ao que se faz, esse é o maior ingrediente para quem está em processo de construção profissional. Definir o futuro já começou e continua com ais evidência, agora, neste momento de construção da identidade profissional do ser universitário.

Definir o futuro não é só definir o que fazer, mas definir o quem ser. O que se fazer deve coincidir com o que se é. Portanto, quem escolhe não está somente escolhendo a carreira, mas com quem trabalhar e para que fazê-lo; está escolhendo um como, um quando, um onde e uma área profissional que dará sentido a vida. Essa escolha significa esboçar um projeto de vida.

Lembremo-nos que muitas das nossas responsabilidades resultam das escolhas que fazemos na vida.
O futuro da ‘sociedade do conhecimento’ está nas mãos dos nossos jovens universitários que estréiam o início da construção de sua identidade ética e responsabilidade profissional.

É bem simples: orientá-los neste primeiro passo: lembrá-los que ter um diploma universitário não basta; a qualidade da formação é o que determina convidá-los à reflexão da necessidade de evoluir num ambiente mutante".

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