Tifo

Tifo
O tifo epidêmico, popularmente chamado simplesmente de tifo, é uma doença epidêmica transmitida pelo piolho humano e/ou pela pulga do rato e causada pela bactéria Rickettsia prowazekii.

Atualmente, o termo tifo também pode designar uma série de doenças infecciosas agudas, causadas por rickettsias, caracterizadas por dores de cabeça, calafrio, febre, dor no corpo e nas articulações, manchas vermelhas e toxemia (substâncias tóxicas no sangue), que duram cerca de duas ou três semanas. O tifo não tem nenhuma relação com a febre tifóide, causada pelas Salmonellas.

Epidemias da doença quase sempre estão relacionadas a fatores de ordem social, como falta de higiene e pobreza extrema, condições ideais para a proliferação, razão pela qual são comuns em países do Terceiro Mundo,  períodos de guerra e escassez de água, campos de refugiados, prisões, campos de concentração e navios.


Contaminação – O tifo exantemático (ou epidêmico) aparece quando a pessoa coça a picada da pulga e mistura as fezes contaminadas do inseto na própria corrente sangüínea.

Sintomas – Dor de cabeça e nas articulações, febre alta, delírios e erupções cutâneas hemorrágicas.

Tratamento – À base de antibióticos.


Matou 3 milhões de pessoas somente entre 1918 e 1922. O tifo é uma doença epidêmica transmitida por parasitas comuns no corpo humano, os piolhos. Não deve ser relacionada à Febre tifóide que é causada pela Salmonella.

A primeira descrição reconhecível do tifo foi dada em 1083 na Itália, mas só em 1546 é que o famoso médico de Florença, Girolamo Fracastoro (o primeiro médico a defender os germes como causa das doenças), descreveu a doença em termos científicos. Já em 1909, Charles Nicolle identificou o piolho como vetor da doença. Ganhou em 1928 o Prêmio Nobel pela sua descoberta.

O Tifo foi uma importante causa de epidemias antes da Segunda guerra mundial. Atingia particularmente os exércitos em campanha e as populações prisionais. Uma das epidemias mais conhecidas foi aquela que atingiu Napoleão Bonaparte e a sua "Grande Armée" na campanha de invasão da Rússia, em 1812. Durante a retirada das suas tropas após a destruição de Moscou, as tropas de Napoleão foram reduzidas de 600.000 a 40.000 homens por causa do frio e do tifo.

O corte de cabelo conhecido como "cadete" e a proibição da barba no exército tem aí a sua explicação: são medidas higiênicas, hoje parte importante da disciplina de todos os exércitos do mundo excluindo-se os de países de religião muçulmana onde permanece o afluxo da doença.
Veja abaixo os principais tipos de tifo:

Tifo epidêmico (ou exantemático) - Causado pela bactéria Rickettsia prowazekii, ele é transmitido pelo piolho humano do corpo Pediculus humanus corporis ou, mais raramente, pelo piolho dos cabelos. A transmissão se dá quando o piolho excreta suas fezes, liberando bactérias que invadem o corpo humano através de feridas invisíveis na pele. Estes micro-organismos se reproduzem no interior de células endoteliais, que revestem os vasos sanguíneos, provocando inflamação.

O tifo epidêmico foi durante muito tempo uma causa importante de epidemias mortíferas na Europa e Ásia. Focos da doença existem hoje em muitos países da Ásia, África, regiões montanhosas do México, e América do Sul e Central. No Brasil, esta forma de tifo ainda não foi descrita.

O tempo de incubação do tifo exantemático varia de 1 a 2 semanas, mas, na maior parte dos casos, os sintomas ficam evidentes dentro de 12 dias. A febre alta costuma surgir após duas semanas e, dentro de quatro a sete dias, aparecem as manchas. A mortalidade da doença é de cerca de 10 a 40% dos casos não tratados, mas em pessoas maiores de 50 anos, essa taxa pode subir para 60%. O paciente deve ser medicado com antibióticos. Existe uma vacina, mas ela só é usada eventualmente.

Uma complicação decorrente do tifo exantemático é a doença de Brill-Zinsser, que pode ocorrer até anos mais tarde. A doença é consequência de rickettsias que se esconderam do sistema imune (de defesa do organismo) e que aproveitam períodos de baixa imunidade para se instalar.



Tifo murino (ou endêmico) – Os ratos são os principais vetores da doença causada pela bactéria Rickettsia mooseri. Assim como ocorre na peste, o tifo murino é transmitido para o homem quando há um grande número de roedores contaminados (epizootia), o que obriga a pulga Xenopsylla cheopis a buscar novos hospedeiros. A doença é comum em várias ilhas e zonas portuárias do mundo. No Brasil, ela já foi descrita nos Estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

A evolução do tifo murino é essencialmente a mesma do exantemático, embora ele seja mais brando e apresente complicações menos frequentes. Como as demais infecções causadas por rickettsias, o tifo murino é tratado com antibióticos.
Para combater a doença, é necessário manter condições adequadas de higiene e controlar a proliferação de ratos.


Fontes:

http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=1690
http://www.cfsph.iastate.edu/Factsheets/pdfs/typhus_fever.pdf
http://www.scielosp.org/scielo.php?pid=S0034-89102005000500023&script=sci_arttext&tlng=pt
http://www.fiocruz.br/ccs/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=307&sid=6
http://www.psfmonteverde.hpg.ig.com.br/ditifo.html

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